segunda-feira, 18 de janeiro de 2010



SER MÃE

A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido
por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na
coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo, espaços
entre o volume da barriga e o resto da cama.

Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da
barriga; o instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a
boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.

Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se
angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome,
desejo de colo?

É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração
partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do
pequerrucho.

Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É leva-lo para a
escola e segurar suas mãos na hora da vacina.

Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características
únicas, é observar suas descobertas. Sentir sua mãozinha procurando a proteção
da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.

É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampara-los nas pequenas
derrotas. É ouvir as confidências.

Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: "e se tivesse sido
meu filho?"

E quando vir fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do
que ver um filho morrer de fome.

Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco,
cuidadosamente, no bebê ou ao observa-lo sentado no chão, brincando com o filho.
É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe
consideraria muito pouco românticas.

É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus
primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos,
juntando as letras numa frase.

Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhada gostosa, ao ver o filho
acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.

Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais
elegante, um grito aflito de "mamãe" a faz derrubar o suflê ou o cristal mais
fino, sem a menor hesitação.

Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê. Que se
deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver
mais - não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os
dela.

É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer
de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.

É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave
na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.

Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o
filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.

Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa
dimensão diferente de doçura e entendimento.

É estreitar nos braços o filho do filho e descobrir no rostinho minúsculo, os
traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: um
espírito imortal vestido nas carnes de seu filho.

***

A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a
descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere
ao coração da mulher que se transforma em mãe.

E toda mulher que se permite ser mãe, descobre que ter um
filho que é o melhor presente que Deus lhe deu!




Feliz em ser Mãe!

Quando um bebê decide vir ao mundo, nasce com ele uma mamãe.

Uma mãe é mãe desde o primeiro instante. Mesmo quando a vida ainda é um minúsculo ser implantado no ventre, a gente já é mãe do coração. Todo nosso pensamento, todo nosso cuidado se volta para esse serzinho que, tão minúsculo, já provoca emoções tão grandes.

A simples descoberta já nos traz um turbilhão de emoções inexplicáveis. A vida nunca mais vai ser a mesma. E nos perguntamos: "será que vou ser uma boa mãe?" "Será que vou saber cuidar do meu bebê?"

Mas uma mãe não nasce mãe e não aprende a ser em escolas. Uma mãe é e isso basta. Mãe sente, mãe adivinha, mãe aprende sofrendo, mãe sofre aprendendo.

Benditas são as mulheres! Se elas suportam uma das maiores dores, sentem sem dúvida a maior das felicidades. Uma mulher grávida é sempre algo sublime, ela tem algo de anjo e santo, uma aura invisível que reflete e ilumina seu rosto. Ela carrega nela a vida, um pedacinho dela mesma que vai um dia ter vida própria e isso é maravilhoso e assustador ao mesmo tempo.

Deve ser por isso que nos tornamos tão emotivas e choramos tão facilmente. Deve ser essa a razão de querermos estar satisfeitas em todos os nossos desejos.

Que a gravidez não é uma doença é verdade. Mas que não digam que é normal e que a pessoa pode viver normalmente, pois isso não é verdade. Todo o equilíbrio físico, psicológico e emocional fica balançado. Há ainda hoje civilizações onde as mulheres grávidas são tratadas como seres especiais e divinos.

Mãe que está descobrindo as alegrias da maternidade agora, deixa eu te dizer uma coisa: se você tem medo de não saber o suficiente para ensinar ao seu bebê os caminhos da vida, saiba que é com ele que você vai aprender a trilhar muitos desses caminhos. Viva a sua gravidez em todos os seus instantes e não se preocupe se está fazendo ou se fará as coisas certas ou erradas. Seu coração vai te ditar, confie nele! Aproveite ao máximo cada segundo, pois cada momento é único e esse privilégio não é dado a todos. Fale com seu bebê, faça carinho nele, sorria pra ele; viva o mais serenamente possível. Acredite: esses momentos são preciosos!...

E, sobretudo, você é uma pessoa agraciada! Deus os escolheu, para que fizessem parte um do outro. Ele saberá, certamente, conduzi-los nesse maravilhoso caminho.

Faça como eu, agradeça a Deus a cada momento por essa grande felicidade de ser mãe e assim poder carregar dentro de nós uma preciosidade, o verdadeiro amor das nossas vidas!

 
©2007 '' Por Elke di Barros